Não quero necessariamente que as coisas voltem a ser como antes, mas confesso que gostaria que você voltasse a ser como era, quem sabe assim as situações de agora se manobrassem com mais facilidade, sem tanta iniquidade, que pudéssemos contar com alguma ajuda extra, e não depender só de nossa honestidade, o passado não precisaria estar presente, o futuro não estaria assim tão longe, o sentimento que nem sempre está à mostra, não seria algo que a vida te esconde, essa volta dada no que não era possibilidade, te fez ter que encarar, o que não era só realidade, e agora enfrenta sem necessariamente ter força, força que comprovaria sua legitimidade.Um turbilhão de pensamentos pra se sentir que está vivo
nenhuma voz, ou coisa amiga, que te console e de abrigo
só a ilusão de bem alheio, que imaginou teria feito
no conselho dos resultados, a causa quis dar problema
quem tem boa intenção, não se ilustra com emblema
faz o que te aguarda, e não só reclama do sistema
Eu tentei me justificar, mas sempre há ondas indesejáveis, que tentam nos afogar, surfar neste oceano obscuro, onde sempre temos alguma coisa por achar, descobrir que sem estar certo o tempo todo, não significa nunca mais poder vangloriar, sempre achei que os instantes contigo me valiam esses anos, me enganei com uma estimativa própria, que não te representava tanto, temos nossas formas e não bebemos da mesma fonte, um sente o sol, o outro vê a lua, e acabemos descobrindo o horizonte, parte do que a gente quer, um pedaço que nunca se aceita, aquele insistência em querer dar no pé, uma mão teimosa, que acaricia, e sonha em estar satisfeita.
O passado podia ser mais distante, o presente podia ser menos ousado, o futuro se existisse eu diria, o fato que me amedronta, não tá assim tão consumado, seu olhar ainda vai me deixando confuso, o seu gesto, não deixa claro como se comporta, na nossa ação, já não se entende o que ultrapassa de momento, não sei se devo insistir em ter este conhecimento, acho que vou me prender na cor, tentar ignorar o sabor, e não temer tanto o abandono.
Vou seguindo não por não ter outro jeito, vou insistindo, porque talvez este seja meu pior defeito, vou gargalhar, para esquecer um pouco as garras que te faltaram, vou mencionar, porque mesmo decepcionado, me deixa instigado, vou lamentar, porque se fosse pra ser mais cedo, não seria fácil, e disputar, com um lado que parte de dentro e não quer deixar empatado, e me guiar, porque aqui ainda existe uma verdade, porque não vou me contentar com esta metade, porque as somas do antes, ainda vão resultar adeptos de vontade, e neste axioma, acho que você não vai ficar quieto de saudade, pois nestes passos que sabem o que pisam, eu sempre vou ter onde, qualquer cidade, e ainda precisarei da outra vida para te interpretar, sua lua e meu sol, na eternidade, ainda dividirão outro horizonte, a mesma amizade !!!

